terça-feira, 2 de dezembro de 2008

-Maria Santíssima morreu?
R= “A morte de Maria não foi castigo do pecado (cf. Dz 1073), porque ela carecia de pecado original e de todo pecado pessoal. Porém era conveniente que o corpo de Maria, mortal por natureza, se submetesse à lei universal da morte, conformando-se assim totalmente a seu Filho divino” (Ludwig Ott, Manual de Teologia Dogmática, Livro Terceiro, Parte Terceira, Capítulo Segundo, 6).

“Se alguém julgar que estamos laborando em erro, pode consultar a Sagrada Escritura, onde não achará a morte de Maria, nem se foi morta ou não, se foi sepultada ou não. E quando João partiu para a Ásia, em parte alguma está dito que tenha levado consigo a Santa Virgem: sobre isso a Escritura silencia totalmente, o que penso ocorrer por causa da grandeza transcendente do prodígio, a fim de não induzir maior assombro às mentes” (Santo Epifânio, Os últimos tempos da Virgem Maria, P. G. 42, 714ss).

-A Santíssima Virgem foi assunta de corpo e alma à glória celestial?
R= Sim: “Pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o decurso da vida terrestre, foi assunta de corpo e alma à glória celestial” (Pio XII, Bula “Munificentissimus Deus”: AAS 42 (1º de novembro de 1950) 770).

“… para honrar o triunfo de Maria, veio do paraíso o próprio Jesus Cristo; desceu para encontrá-la e acompanhá-la. E Eádmero diz: O Salvador quis subir ao céu antes de Maria, não só para preparar-lhe o trono, mas também para tornar-lhe mais gloriosa a entrada no céu, pela sua presença e pelo luminoso séqüito dos espíritos bem-aventurados. Nicolau monge, vê mais fulgores na Assunção de Maria, que na Ascensão de Jesus Cristo. Porque, ao Redentor, somente vieram encontrá-lo os anjos, enquanto que a Santíssima Virgem subiu à glória, saindo-lhe ao encontro, e acompanhando-a o mesmo Senhor da glória e toda a bem-aventurada companhia dos santos e anjos…
Consideremos como, descendo o Salvador do céu para encontrar a Mãe, lhe disse, consolando-a: Levanta-te, apressa-te, amiga minha; pomba minha, formosa minha, e vem. Porque já passou o inverno, já se foram e cessaram de todo as chuvas (Ct 2, 10). Vamos, minha cara Mãe, minha bela e pura pomba, deixa este vale de lágrimas, onde tens sofrido tanto por meu amor. “Vem do Líbano, esposa minha, vem do Líbano e serás coroada” (Ct 4, 8). Vem com alma e corpo, gozar o prêmio de tua santa vida. Se tens padecido muito no mundo, maior é a glória que te darei de Rainha do universo.
Eis que Maria já deixa a terra. Vêm-lhe à memória as muitas graças que aí recebera de seu Senhor. Olha-a por isso com afeto e juntamente com compaixão, recordando-se dos pobres que deixa expostos a tantas misérias e a tantos perigos. Jesus lhe estende a mão, e a Santa Mãe já se eleva no ar, já passa as nuvens e as esferas. E chega enfim às portas do céu… Já entra na celeste pátria. Mas, à sua entrada, vêem-na aqueles espíritos celestes tão bela e tão gloriosa, que perguntam aos anjos que chegaram de fora, como contempla Vulgato Orígines: Quem é esta que sobe do deserto inundando delícias e firmando sobre o seu amado? (Ct 8, 5). E quem é esta criatura tão formosa que vem do deserto da terra, lugar de espinhos e abrolhos? Vem tão pura e rica de virtudes, com o seu amado Senhor, que se digna ele mesmo acompanhá-la com tanta honra? Quem é? Respondem os anjos que a acompanham: Esta é a Mãe do nosso Rei; é a bendita entre as mulheres, a cheia de graça, a Santa dos santos, a amada de Deus, a Imaculada, a mais formosa de todas as criaturas…
Vieram depois dar-lhe boas-vindas, e saudá-la como sua Rainha, todos os santos que então estavam no paraíso” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, VIII, Ponto Primeiro).

-Nossa Senhora foi coroada no Céu?
R= “… de joelhos, a humilde e santa Virgem adora a majestade divina e abisma-se no conhecimento do seu nada. Agradece a Deus todas as graças que por mera bondade lhe havia concedido, especialmente de a ter feito Mãe do Verbo Eterno. Imagine e compreenda agora, quem o puder, com que amor a Santíssima Trindade a abençoou! Quem nos descreverá o afável e afetuoso acolhimento que fez o Pai Eterno à sua Filha, o Filho à sua Mãe, o Espírito Santo à sua Esposa! O Pai a coroa, participando-lhe o seu poder, o Filho a sabedoria, o Espírito Santo o amor. As Três Pessoas divinas, colocando-lhe o trono à direita de Jesus, a declaram Rainha universal do céu e da terra. Aos Anjos também ordenam, e a todas as criaturas, que a reconheçam por sua Rainha e como tal a sirvam e lhe obedeçam” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, VIII, Ponto Primeiro).

Fonte-www.filhosdapaixao.org.br/catequese_nossa_senhora_01.htm

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