sábado, 27 de fevereiro de 2010

Maria, modelo de vida Eucarística (I)




No dia 27 de fevereiro de 1868, a bem-aventurada Maria de Jesus (Marie Deleuil-Martiny, fundadora da Congregação das Filhas do Coração de Jesus) aconselhada por seu pai espiritual, o Padre Calage S.J., traçou o projeto da futura obra. A Fundação de seu Instituto irá realizar os desejos que Nosso Senhor solicitou a Santa Margarida Maria.

O Modelo desta via eucarística e reparadora será a Virgem Maria, após a Ascensão gloriosa de Jesus. Maria, no Calvário, se oferecia por inteiro e se unia ao sacrifício de seu Filho. Após a Ressurreição, ela ofertou este mesmo sacrifício através das mãos de São João, auxiliando a Igreja e os apóstolos com suas orações e com a própria imolação, silenciosa e velada.

"Maria, após a Ascensão de Jesus, permaneceu sozinha, na Terra, com suas lembranças; sozinha, com seu tesouro oculto na Eucaristia; sozinha, com a Esposa nascente, a Igreja, cujo berço lhe fora confiado... O que preencheu a alma e a vida de Maria nesses anos plenos de mistérios, tão pouco meditados por nós?... A Eucaristia, o Calvário e a Igreja."

Site das Filhas do Coração de Jesus
www.dochtersheilighart.net

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Esmagarei a cabeça da serpente (III)



No dia 17 de junho de 1938, o governo autorizou a construção da capela dedicada à Maria "Mãe da Vitória". As obras tiverem início em 2 de julho de 1938, exatamente no terreno que havia sido oferecido pelos pais de Antonia Rädler.

A inauguração foi marcada para o dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição, mas Antonia foi presa pelos nazistas no dia 21 de novembro e ficou encarcerada numa prisão de direito comum, onde foi submetida a intermináveis interrogatórios.

Durante a noite, de sete a oito de dezembro, a jovem viu uma grande nuvem surgir em sua cela. De repente, a Virgem apareceu, anunciando sua iminente liberdade: Antonia passaria o Natal com a família. Nossa Senhora lhe ensinou a oração do Menino Jesus, que é rezada no santuário até hoje.

Antonia foi libertada no dia 18 de dezembro, na festa da expectativa da Virgem. Desde então, a afluência à Wigratzbad cresceu extraordinariamente.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Esmagarei a cabeça da serpente (II)



No dia 22 de fevereiro de 1938, por volta das seis e meia da manhã, a Virgem apareceu a Cäcilia Geyer:

"Ouvi um ruído como um ligeiro murmúrio e, de uma nuvem luminosa que se tornava cada vez maior, a Mãe de Deus surgiu, exatamente igual à estátua de Wigratzbad. De repente, eu me encontrei dentro daquela gruta. A aparição me disse: "Edificai uma capela neste local, e eu esmagarei a cabeça da serpente infernal. As pessoas virão aqui, em grandes multidões e eu derramarei torrentes de graças sobre elas. São José, Santo Antonio e as almas do purgatório ajudarão Antonia".

Em seguida, a grande Senhora me ordenou: "Agora, vai adorar o meu divino Filho diante do Santíssimo Sacramento." E eu perguntei: "Em que lugar poderei adorá-lo? Neste momento, o Santo Sacramento não está exposto em nenhum lugar..." Então, diante de meus olhos estarrecidos, apareceu uma capela, no local que a Senhora me havia designado. No interior da Capela, sobre o altar, Jesus pontificava, como se estivesse num trono, no magnífico ostensório, que irradiava raios de luzes maravilhosas, por todos os lados.

Patrick Sbalchiero, « Wigratzbad»,
em: René Laurentin et Patrick Sbalchiero,
Dictionnaire encyclopédique des apparitions de la Vierge.
(Dicionário enciclopédico das aparições da Virgem)
Ed. Fayard, Paris 2007

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Esmagarei a cabeça da serpente (I)


Wigratzbad: Esmagarei a cabeça da serpente (I)

Em 1919, Antonia Rädler (1899-1991) sofria as mazelas da gripe espanhola, porém, a "Virgem apareceu-lhe, impôs as mãos sobre ela e a curou." Entre 1927 e 1936, Antonia dirigia um dos açougues de seu pai, à beira do belo lago de Constance, em Lindau.

Um dia, a Gestapo apareceu no açougue e ordenou-lhe que substituísse o quadro da Virgem Maria pela imagem do Führer e que cumprimentasse as pessoas com a saudação nazista "Heil Hitler" em vez da saudação usual na Baviera "Grüss Gott" (Deus esteja contigo ou Deus o saúda). Seguiram-se represálias e Antonia escapou, por pouco, a diversas tentativas de assassinato, entre as quais, à de ser afogada no lago. Diz ela ter sido protegida por misterioso ciclista que ela nominou "meu anjo da guarda de bicicleta".

Como reconhecimento, seus pais erigiram, no jardim da casa, uma cópia da gruta de Lourdes, que recebeu a bênção no dia 11 de outubro de 1936, pelo Padre Basch, cura da paróquia. Era o dia da festa da Maternidade de Maria. No mês seguinte, a estátua da Virgem "sorriu" para Antonia, que recebeu a seguinte mensagem: "Mãe da Vitória, concebida sem pecado, rogai por nós!"

Em 15 de dezembro do mesmo ano, dia da oitava da Imaculada Conceição, enquanto Antonia recitava o terceiro mistério doloroso do Rosário, no jardim da casa, diante da réplica da gruta de Lourdes, ouviu "coros angélicos" a cantar: "Ó Maria! Imaculada, concebida sem pecado, rogai por nós!"

Patrick Sbalchiero, « Wigratzbad»,
em: René Laurentin et Patrick Sbalchiero,
Dictionnaire encyclopédique des apparitions de la Vierge.
(Dicionário enciclopédico das aparições da Virgem) Ed. Fayard, Paris 2007.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A HUMILDADE DA VIRGEM


A HUMILDADE DA VIRGEM (I)
Podemos ler em Atos dos Apóstolos que, ao retornar do Monte das Oliveiras, eles, reunidos, perseveravam em suas orações. De quem estamos falando? Se Maria estava lá, que seja nomeada e lembrada em primeiro lugar, visto que ela é maior que todos os outros, tanto pelo privilégio de ter sido a Mãe de Jesus Cristo, quanto ao de sua própria santidade. Ora, diz o texto: Pedro e André, Tiago e João - e os outros, em seguida - todos estes, unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a Mãe de Jesus (At 1, 14). Maria não se colocava como a última das mulheres, para reconhecida como "a última entre todas"? Ah! Como esses discípulos viviam, ainda, o momento da carne... - eles não haviam recebido o Espírito Santo, pois o Cristo ainda não fora glorificado.

A humildade da Virgem (II)
No dia em que os discípulos disputavam entre si o primeiro lugar no Céu, Maria se humilhava, rendendo-se à submissão, não somente em todas as suas atitudes, mas colocando-se abaixo de todos, embora sendo ela a maior entre todas as pessoas. É justo, pois, que, da posição escolhida, sempre colocando-se em último lugar, ela seja colocada em primeiro lugar, por ser aquela que sempre optava pelo último lugar; é justo que ela tenha-se tornado soberana de todos, ela que se colocava como a serva de todos; é justo, enfim, que tenha sido exaltada acima de todos os anjos, aquela cuja bondade inefável a levava a colocar-se como a última das últimas, mesmo abaixo das viúvas e das mulheres arrependidas, abaixo daquela, da qual sete demônios haviam sido expulsos.

Eu vos peço, meus filhinhos: se tendes um pouco de amor por Maria, se desejais agradá-la, fazei o possível para imitar esta virtude; imitai a sua modéstia. Nada convém melhor a um homem, nada é mais recomendado a um cristão, e, principalmente, a um monge, senão a modéstia.

A HUMILDADE DA VIRGEM (III)
Eis porque a mulher destinada a conceber e, em seguida, a dar à luz o Santo dos santos, recebeu o dom da virgindade, para ser santa em seu corpo; e, para alcançar a santidade da alma, recebeu, além disso, a humildade. Assim ornada com as jóias dessas virtudes, resplandecendo sob dupla beleza, a do corpo e a da alma, venerada na corte celeste por sua beleza e por seus encantos, Maria atraiu sobre si o olhar dos habitantes do Céu, a ponto de despertar o desejo no coração do Rei e de provocar o envio do mensageiro celeste.

Tudo isso o evangelista relata, quando nos mostra o anjo delegado por Deus à casa de uma virgem. Delegado por Deus - diz ele - a uma virgem; o que significa: delegado pelo Altíssimo à mais humilde, pelo Senhor à sua serva, pelo Criador à sua criatura. Que condescendência de Deus! Que grandiosidade para com a Virgem!

Sermão das Doze estrelas
São Bernardo de Claraval

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Virgem Maria no Japão


O primeiro missionário, S. Francesco Saverio, desembarcou no Japão no ano de 1549, dia da Assunção. Em menos de 40 anos, 300.000 japoneses haviam abraçado a fé. Porém, o Japão se fechou e a perseguição teve início rapidamente, também, durando 250 anos, até a metade do século dezenove, momento em que o Japão abriu suas portas ao mundo. Esta perseguição foi cruel. Em Nagasaki, uma Igreja foi encontrada, e era dedicada a 26 mártires que haviam sido crucificados, provavelmente no dia 5 de fevereiro de 1597. Somente no ano de 1694, 30.000 cristãos foram massacrados.

A liberdade religiosa foi concedida em 1868, sendo inscrita na Constituição de 1947. Os cristãos (católicos, ortodoxos e protestantes, juntos) representam, hoje, 1% da população. Quanto à visão mariana, o Japão foi marcado pela passagem de São Maximiliano Kolbe - de 1930 a 1933. A sede editorial de sua revista, no subúrbio de Hongochi, na cidade de Nagasaki é um convento batizado "Mugenzai no Sono" (Jardim da Imaculada). Após a explosão atômica de 1945, o convento manteve-se praticamente intacto, e ninguém pereceu em seus arredores.