terça-feira, 31 de agosto de 2010

Imitemos a nossa amabilíssima Mãe no acolhimento de Jesus em nós



«Coube à Virgem Maria conceber Cristo no seu seio, mas cabe a todos os eleitos a possibilidade de, com amor, o trazermos no coração.

Bem-aventurada, sim, bem-aventurada a mulher que em si trouxe Jesus durante nove meses (Lc 11, 27). Bem-aventurados sejamos nós também, porque velamos por trazê-Lo sempre no coração.

Grande maravilha é seguramente a concepção de Cristo no seio de Maria, mas não é maravilha menor vê-Lo tornar-Se o hóspede do nosso peito.

É este o sentido do seguinte testemunho de João: «Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo» (Ap 3, 20).

Reflictamos ainda, irmãos, na nossa dignidade e semelhança com Maria. A Virgem concebeu Cristo nas suas entranhas de carne, e nós trazemo-Lo nas do nosso coração. Maria alimentou Cristo dando-Lhe a beber o leite do seu seio, e nnós podemos oferecer-Lhe a refeição variada das boas acções que O deliciam.

(São Pedro Damião, "Sermões e cartas - compilação de escritos", esfera dos livros)
Fonte: Associação Devotos de Fatima

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Porta do Céu


São Carlos Borromeu mandou que na sua diocese a imagem de Maria fosse colocada acima da porta de cada igreja paroquial, como para avisar aos fiéis, quando rezassem, que procurassem acesso junto a Deus por sua Santíssima Mãe; e que ninguém seria recebido nos tabernáculos eternos se não amasse e reverenciasse Aquela que é justamente proclamada a Porta do Céu.

A Igreja invoca Maria sob este título ─ "Porta do Céu", Janua Coeli
─ porque, como diz São Boaventura, "ninguém pode entrar naquela bem-aventurada morada sem passar por Maria, que é a porta".

A devoção a Maria é um sinal infalível de salvação eterna ─ diz São Bernardo.

8 de Setembro - Natividade de Nossa Senhora


No seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, o Pe. António Vieira diz:

"Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde;

perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios;

perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo;

perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação;

perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres;

perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança;

os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz;

os discordes: para Senhora da Paz;

os desencaminhados: para Senhora da Guia;

os cativos: para Senhora do Livramento;

os cercados: para Senhora da Vitória.

Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho;

os navegantes: para Senhora da Boa Viagem;

os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso;

os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte;

os pecadores todos: para Senhora da Graça;

e todos os seus devotos: para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (...), dirão que nasce (...) para ser Maria e Mãe de Jesus".


(Apud José Leite, S. J., op. cit., Vol. III, p. 33.).

sábado, 28 de agosto de 2010

Salve Maria, nossa Rainha!


O Verbo Divino se fez carne. Ele se fez presença em nosso meio. O Altíssimo, para manifestar aos homens o seu terno amor para conosco, desceu até nós

Com efeito, não nos era possível ascender à glória do Santíssimo. Imunda natureza, corrompida pelo pecado! Desgraçado e pérfido crime de Adão, que tornou a humanidade inimiga de Deus, que contaminou todo o gênero humano, fazendo infeliz o homem que vem a esse mundo. A Escritura fala do pecado de Adão como uma realidade que afeta todos os homens, sem exceções. “Como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo gênero humano, porque todos pecaram” (Rm 5, 12). Triste verdade. A criatura perde a amizade com o seu Criador. O homem se perde e está cego pela maldade do primeiro pecado, cuja conseqüência é sentida, agora, em todo ser humano.

Mas Deus cria o homem e o entrega, por assim dizer, à própria sorte? Deus apenas cria o ser humano e Se esquece dele? O Altíssimo por acaso deixa de interferir na história da humanidade? Longe de nós pensar tamanha estupidez! Na plenitude dos tempos, Deus envia o seu Filho muito amado para habitar no meio de nós. Ó grandioso mistério! Quão grande é o amor que o Senhor manifestou para conosco! Se nós não somos capazes de chegar, por nós mesmos, até Ele, Ele desce até nós, se faz Homem como nós… Para nos salvar, para nos remir de nossos pecados. Institui o sacramento do Batismo, pelo qual os homens se fazem membros do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja, pelo qual os homens são perdoados do pérfido pecado original. Institui o sacramento da Penitência, para a remissão dos pecados. Dá aos seus apóstolos plena autoridade para evangelizar, para guiar o Seu rebanho. Tudo isso Deus faz. Ele interfere na história, dando belíssima prova de amor por todos os homens.

Como se deu, porém, a Encarnação do Verbo?

Deus preparou, no seio de Santa Ana, o nascimento de uma Rainha. Preservou-a do pecado original! Aquela mulher que nascia, sem pecado foi concebida. Aquela mulher que crescia, sem defeitos foi gerada. E em que família Deus escolhe habitar? Por acaso optou por grandes palácios, onde havia abundância de alimentos e de riquezas? Por acaso optou por casarões grandiosos, onde eram feitas festas reais e onde eram servidas as mais caras bebidas? Pelo contrário: o Altíssimo se faz homem no meio de uma simples e humilde família de Nazaré. Encarnou-se no seio daquela mulher, daquela santa mulher que, desde a concepção, fora preservada de toda mácula, de toda mancha.

Pérfido é o crime de Adão! Desgraçada é a culpa de Eva! Mas também, bendita é a graça que vem a nós por Jesus Cristo! Bendita é Maria entre as mulheres! Aquilo que era mal, Deus transformou em um valioso e precioso bem. Preciosíssimo bem.

E o Verbo vem até nós por meio de Maria. Não receemos proclamá-la bem-aventurada. Não receemos amá-la e venerá-la por suas virtudes e pela graça que achou diante de Deus. Não receemos proclamar as vitórias que a poderosa intercessão de Maria tem conquistado para todos os homens. Se seu Filho é Rei do Universo e se estreitíssimo é o laço que une o Cristo a essa santa Mulher, não é preciso ter medo de reconhecer Nossa Senhora Rainha dos Céus e da Terra.

Ó poderosa Rainha, rogai por nós! Os vossos rogos são tão doces e conformados à vontade do Altíssimo que podeis tudo junto a Ele. Podeis, por conseguinte, preservar-nos a nós do pecado. Ajuda-nos, ó Maria Santíssima; dá-nos perseverança, ó Refúgio dos Pecadores; salva-nos, ó Mãe de Misericórdia. Por tua intercessão, esperamos chegar à vida eterna, por tua onipotente intercessão.

Nossa Senhora Rainha,
rogai por nós!

Fonte: http://beinbetter.wordpress.com/

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Como Nossa Senhora defende seus devotos especialmente na hora da morte


São Boaventura afirma que, para defender seus devotos na última hora de vida, Santa Maria envia o Arcanjo São Miguel, juntamente com seu exército de anjos. Além disso, Ela comanda São Miguel para receber as almas de todos que sempre recorrem a Ela.

Referindo-se a Nossa Senhora, o santo diz:

“Miguel, o líder e o príncipe do exército celeste, com todos os seus anjos ministradores, obedece às suas ordens, ó Virgem, e defende e recebe as almas dos fiéis defuntos, que dia e noite têm-se particularmente recorrido à Senhora.”

O profeta Isaías diz-nos que quando um homem está prestes a morrer, o inferno é aberto e envia seus piores demônios, tanto para seduzir a alma antes que ela deixe o corpo, e para acusá-lo quando ele se apresenta perante o tribunal de Jesus Cristo para o julgamento .

O profeta diz: “Debaixo da terra se agita o inferno, para receber-te à tua chegada; despertam em tua honra as sombras dos grandes, e todos os senhores da terra, e levantam-se de seus tronos todos os reis das nações.” (Isaías 14:9).

Mas Richard de Saint Lawrence diz que quando Maria defende uma alma, os demônios não se atrevem sequer acusá-la. Eles sabem que o juiz supremo nunca condenou e nunca irá condenar uma alma nessas condições.

São Jerônimo escreveu ao Eustochius que Maria não só ajuda os seus servos na hora da morte, Ela vem mesmo para encontrá-los em seu caminho para a eternidade, para que Ela possa incentivá-los e acompanhá-los ao tribunal divino.

Isto está de acordo com o que ouviu Santa Brígida Virgem. Falando sobre a morte daqueles que se dedicam a ela, disse: “Então, Nossa Mãe, voando rapidamente lhes consola e os ensina.”

São Vicente Ferrer escreve:

“Esta Rainha amorosa leva as almas dos que morrem sob a sua proteção e as apresenta ao Juiz, seu Filho, e certamente obtém sua salvação.” Isso foi verificado no caso de Charles, o filho de Santa Brígida, que morreu no campo de batalha, longe de sua mãe. A Santíssima Virgem revelou a Santa Brígida que Charles foi salvo por causa de seu amor a Maria e que ela mesma o havia ajudado na morte, sugerindo-lhe os atos de fé, esperança, amor e contrição, que devem ser feito naquela hora.

Na mesma visão, o santo viu Jesus sentado em seu trono, e então o diabo apresentou duas denúncias contra a Mãe de Deus. A primeira foi que Maria tinha impedido o diabo de tentar Charles no momento da morte; a segunda foi que, sem dar qualquer razão para apresentá-lo como seu filho, Ela se apresentou no lugar de Charles para ser julgada e, portanto, o salvou. Santa Brígida viu o Juiz conduzir o Diabo para longe e a alma de Charles foi levada para o céu.

Santo Afonso de Ligório

Fonte: The America Needs Fatima Blog (tradução)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

JESUS OUVE SUA MÃE


Quando o Magistério da Igreja fala da importância da intercessão de Maria na história da humanidade, me vem à lembrança a passagem do milagre das Bodas de Caná.

Não que Maria não tenha exercido a sua mediação em outras passagens da Bíblia. Quando ela vai ao encontro de sua parenta Isabel, p. ex., essa fica cheia do Espírito Santo (cf. Lc 1, 41). No entanto, a passagem da qual falamos, narrada detalhadamente no evangelho de São João (cf. Jo 2, 1-12), é tão clara, que o evangelista, antes mesmo de iniciar a narrar o que havia acontecido, observa que “achava-se ali a mãe de Jesus” (Jo 2, 1).
Afinal, por que falar de Maria? Quando os católicos falam aos protestantes da importância de Nossa Senhora no Evangelho, eles simplesmente ignoram, ora chamando-nos de idólatras, ora dizendo que “só Jesus é mediador entre Deus e os homens” e, portanto, Maria não pode de modo algum ser intercessora.
A Sagrada Escritura, no entanto, fala por si só. O vinho acabou. Ora essa, Jesus, sendo Deus, sabia. Ele, sendo onisciente, sabia que faltava a bebida. Quis, porém, que se manifestasse o ato de amor de Sua Mãe para com os homens, para que nós, a exemplo daqueles homens, pudéssemos também invocar sua intercessão.
“Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou” (Jo 2, 4). Não faltam protestantes para deturparem as Escrituras e dizerem que essa passagem prova que “Maria não foi muito feliz quando tentou assumir o papel de intercessora dos homens”. O Papa João Paulo II responde, baseando-se simplesmente nos fatos do Evangelho: “Muito embora a resposta de Jesus à sua Mãe tenha as aparências de uma recusa (sobretudo se, mais do que na interrogação, se reparar naquela afirmação firme: “Ainda não chegou a minha hora”), mesmo assim Maria dirige-se aos que serviam e diz-lhes: “Fazei aquilo que ele vos disser” (Jo 2, 5).” (Redemptoris Mater, n. 21) Ora, o que significa a “insistência” de Maria? Será que ela realmente falhou ao assumir o papel de intercessora dos homens?
É preciso muita falta de bom senso para se afirmar uma loucura dessas. A água foi realmente transformada em vinho. O poder que atuou no milagre foi o de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas sem a atuação de Maria, que se pôs entre os homens da festa e Jesus, simplesmente não haveria milagre. É, pois, sapientíssima a afirmação dos Santos Padres sobre a ação de Maria: toda graça nos é dada por suas mãos. Pois assim como o Filho do Homem se encarnou no seu seio e por ela redimiu a humanidade, assim também é por ela que recebemos os tesouros espirituais que nos manda Nosso Senhor. Podemos dizer ainda mais. Maria é onipotente, verdadeiramente onipotente, pois tudo aquilo que pede a Seu Filho, consegue. Em outras palavras, Nossa Senhora é a onipotência suplicante que, agindo em favor da humanidade pecadora, é a esperança dos cristãos.
É isso o que diz Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja: “Sois onipotente, ó Maria, visto que vosso Filho quer vos honrar, fazendo sem demora tudo quanto vós quereis.” Muito embora não houvesse chegado sua hora, o milagre aconteceu. Apesar de achar o momento talvez inapropriado, Nosso Senhor atende a súplica de Sua Mãe.
Semelhante é a Sua atitude em favor da humanidade. Por que tantos obséquios a Maria? Por que tanta devoção à Virgem Mãe de Deus? Assim como fez nas bodas de Caná, ela recebe os pedidos de todos nós, pecadores, e os oferece a Nosso Senhor. E apesar de ver os nossos pecados e observar a nossa difícil situação, apesar de achar que “a hora ainda não é aquela”, Jesus ouve sua Mãe.
Se ela é intercessora, então, como afirmar que “há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo” (1 Tm 2, 5)? Ora, como explicar que, apesar de haver um só mediador entre Deus e os homens, haja ao mesmo tempo tantas pessoas orando umas pelas outras na terra? Não pede São Paulo que “se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens” (1 Tm 2, 1)? As Escrituras excluem mediações concorrentes com a mediação de Nosso Senhor, mas não eliminam a possibilidade de mediações subordinadas, como a de Maria, por exemplo. E por quê? Simplesmente porque essas mediações não fazem com que diminua o nosso amor pelo Redentor; muito pelo contrário: a finalidade de todas as devoções – a Nossa Senhora, a São José e aos demais santos – é fazer crescer sempre mais a nossa fé em Jesus e o nosso amor por Ele.
A misericórdia de Maria, que rezamos na oração da Salve Rainha – “esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei” -, não compete com a misericórdia de Jesus, mas a complementa. A devoção a Nossa Senhora não “substitui” ou “ofusca” nosso amor a Jesus Cristo. Torna, ao contrário, mais perfeito o nosso amor por Ele. Essa idéia de desprezar a Mãe para se valorizar o Filho não faz nenhum sentido. Nosso Senhor, sendo filho de Nossa Senhora, lhe era obediente (cf. Lc 2, 51). Maria, a “cheia de graça”, o Tabernáculo vivo do Altíssimo, nunca se oporia a um só mandamento da lei de Deus.
Que a Virgem Santíssima conduza os cristãos à obediência e à fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo. Reunidos todos sob os ensinamentos do Pastor, invoquemos a sublime intercessão dessa Mãe de Misericórdia.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
Artigo de Everth Oliveira
www.espacomaria.com.br

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Maria e a humanidade, hoje.


Parece tão distante o tempo que nos separa daquela jovem judia que vivia na pequena cidade Nazaré, desposada com um homem bom e justo e que certamente viveu como esposa solícita e atenciosa mãe…

Após dois mil e poucos anos, com muitos avanços tecnológicos, muitas descobertas, progresso material, cura de doenças, exterminação de alguns males, transformação das cidades, o aumento da expectativa de vida… Tantas coisas, tantas histórias e tanta História. O que tem ela a nos dizer?

Certamente o que já dizia à humanidade de seu tempo. Em termos de valores morais, de crescimento espiritual e de adesão ao verdadeiro Deus, a humanidade progrediu até à Idade Média. Mas, infelizmente, decaiu. Restam hoje apenas melhorias materiais.

Poderia sua cidade – ou mesmo todo o povo judeu – acreditar que daquela jovem, que não era rica, nasceria o Messias? Foi enorme o impacto disso em uma sociedade que esperava um Messias humanamente poderoso, um rei que os salvaria pela espada. Não quiseram acreditar que no silêncio da manjedoura em Belém nos era chegado o Filho de Deus.

Se fosse hoje, a maioria das pessoas acreditariam em tais acontecimentos? Provavelmente não. Poderíamos acreditar que uma virgem concebesse apenas por graça de Deus? Com base em tantos conhecimentos científicos que temos, seriamos até capazes de querer provar que é impossível.

Esses são apenas dois aspectos que podem nos mostrar o que Maria Santíssima tem a dizer à humanidade hoje:

Ela diz o que não pode ser dito senão através da fé incondicional: Deus pode tudo. Ela diz que é preciso viver desejosos de servir a Deus e ao próximo, para podermos reconhecer os “anjos” que até hoje continuam a nos anunciar que no meio das condições mais difíceis, Deus nos concede as graças para fazermos a Sua vontade. Ela diz que é preciso ter humildade e desapego dos bens terrenos porque só assim Deus nos fala.

Os valores da sociedade contemporânea incorporam ainda aqueles que o povo judeu vivia à época de Maria: inveja, intriga, injustiças… Tudo isso sob nova roupagem, alimentado por teorias filosóficas e antropológicas que tentam explicar por que caminhos a humanidade se enveredou.

Ainda assim Ela continua a nos falar. E nos fala como mãe – aquela que muitas vezes não queremos ouvir porque nos repreende e tenta nos educar. Quer ver seus filhos amarem-se como irmãos, quer que todos tenham a mesma Fé, sejam atentos aos pedidos de Deus e tenham os corações disponíveis para o “sim” – como aquele que um dia Ela própria dera ao enviado do Padre Eterno.

Maria não dever ser, para nós, apenas uma “resolvedora” de problemas. E como escutá-la? Procurando conhecer sua vida, para seguir seu exemplo. Uma vida que não foi fácil: cuidar da casa, ficar viúva, caminhar com seu Filho por aquelas estradas, ver seu Filho morrer. E, depois, construir uma Igreja, cuidar dos apóstolos, receber e dar carinho.

A Santíssima Virgem continua a nos ajudar e a nos mostrar que é possível fazermos o mesmo, se procurarmos conhecer, amar e servir a Deus, em nossa vida.

Fonte: Amai-vos (com adaptações)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Toda a vida de Maria se resume numa única palavra: adoração



Toda a vida de Maria se resume numa única palavra: adoração. A adoração é o serviço perfeito consagrado a Deus, envolvendo todos os deveres de uma criatura para com o seu Criador. Maria foi a primeira pessoa a adorar o Verbo encarnado. Ele estava em seu seio e ninguém o sabia. Ó! Como Nosso Senhor foi bem acolhido no seio de Maria! Ele jamais encontrou um cibório (vaso em que se guardam as partículas consagradas), um vaso de ouro mais precioso e mais puro que o seio de Maria.

Em Belém, Maria é a primeira a adorar seu divino Filho, deitado na manjedoura do presépio; Ela o adora com amor perfeito de Virgem Mãe, um amor de dileção segundo a Palavra do Espírito Santo. Depois de Maria, São José, os pastores e os Reis Magos adoram o Menino Jesus. Maria abriu este sulco de fogo que cobrirá o mundo.
Reparem a natureza da adoração de Maria. Ela adora Nosso Senhor em suas diferentes etapas. As etapas da vida de Jesus inspiram sua adoração. Maria não permaneceu numa adoração imóvel.

Ela adorou a Deus, quando oculto em seu seio, na sua pobreza, em Jerusalém, em seu trabalho, em Nazaré e, mais tarde, quando evangelizava e convertia os pecadores. Ela o adorou nos terríveis sofrimentos no Calvário, sofrendo, junto a Ele, as dores insuportáveis. Sua adoração acompanhou todos os sentimentos do Divino Filho que lhe eram desvelados e claramente conhecidos. Seu amor a colocava em perfeita conformidade de pensamentos e de vida com Jesus.

Quando queremos elogiar nosso pai, nossa mãe, recordamos o grande amor, o constante e generoso devotamento com o qual eles nos trataram em nossa infância. Muito bem! Maria repetia a Jesus, em suas adorações no Cenáculo, tudo o que Ele havia realizado para a glória de seu Pai. Maria lhe trazia à memória os grandes sacrifícios e, assim, colocava-se na graça da Eucaristia.

A Eucaristia é o memorial de todos os mistérios e renova, em nós, o amor e a graça. Devemos, como Maria, corresponder a esta graça, reavivando todas as ações de Nosso Senhor, adorando todos os seus momentos e unindo-nos a Ele.

São Pedro-Julien Eymard (1811-1868) Novena a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento