sexta-feira, 15 de julho de 2011

Uma fonte imensa, a enviar torrentes de graça


Santa Maria Madalena de Pazzi se tornou carmelita no convento de Santa Maria degli Angeli, em Florença, época em que se iniciava uma primeira série de experiências místicas de rara intensidade: os "Quarenta dias" que se estenderam até julho de 1854. Êxtases de duas a três horas de duração, durante os quais ela guardou o uso da palavra, locuções, estigmas, visões, participação moral e física na Paixão de Cristo, revelações centradas no Cristo sofrente etc.

Suas visões da Virgem (Imaginárias), são variadas e ricas quanto ao plano teológico e simbólico: "Parecia-me ver a santíssima Virgem no Paraíso, à direita de Jesus; ela parecia dizer-me a sorrir: "Tu não te dás conta do dom que recebeste no dia em que tomaste o véu." Este dom era a pureza da Virgem que eu tinha recebido de Jesus . Eu via a Virgem tão linda que não consigo exprimir; (...)
Eu via que, do coração da Virgem Maria jorravam duas fontes; uma, de leite, e a outra, de sangue. A de leite se espalhava sobre todas as almas bem-aventuradas do Paraíso (...). A de sangue se espalhava sobre todas as criaturas (...)
Eu também vi a Virgem recitar este versículo: "Palavras felizes jorram do meu coração, quando recito poemas para o Rei" (Sl 45, 2); a palavra que dela se originava, era Jesus, que ela colocou no mundo para nós. E a Virgem cantava esta obra ao Rei, quer dizer, ao Pai eterno; eu vi que havia uma fonte imensa, onde numerosos chafarizes espalhavam suas linfas por toda a parte, orvalhando o mundo inteiro, a enviar torrentes, rios de graças".

Segundo a obra "Os Quarenta dias", nº 54, 65 e 139
e o Dicionário das aparições, do Padre René Laurentin - Fayard, 2007
Fonte: Minuto com Maria

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