quinta-feira, 26 de maio de 2011

Jesus reinará por intermédio de Maria



Os Santos disseram coisas admiráveis sobre Maria, esta santa Cidade de Deus. E, segundo o seu próprio testemunho, eles nunca foram tão eloqüentes nem tão felizes como quando discorriam sobre ela.

Exclamam eles que é impossível perceber a sublimidade dos seus méritos que chegam até o trono da Divindade; que a extensão da sua caridade, maior do que a Terra, é incomensurável; que a grandeza do seu poder, que até sobre Deus se estende, é incompreensível e, finalmente, que a profundeza da sua humildade e de todas as suas virtudes e graças, é abismo insondável.

Ó sublimidade incompreensível! Ó extensão inefável! Ó grandeza desmesurada! Ó abismo impenetrável!
Todos os dias, de um extremo a outro da Terra, no mais alto dos Céus, no mais profundo dos abismos, tudo proclama e publica a admirável Virgem Maria.

Os nove coros dos anjos, os seres humanos, de ambos os sexos, idades, condições ou religiões, os bons e os maus, e até mesmo os demônios, são forçados a chamá-la bem-aventurada. Quer queiram, quer não, a isso os obriga a força da verdade. Como diz São Boaventura, todos os anjos lhe cantam, incessantemente, no Céu: "Sancta, sancta, sancta Maria Dei genetrix et Virgo - Santa, santa, santa Maria, Mãe de Deus e Virgem." E todos os dias, eles lhe oferecem milhões e milhões de vezes a Saudação Angélica: "Ave Maria, cheia de graça...", prostrando-se na sua presença e pedindo-lhe a mercê de honrá-los com algumas de suas ordens.

O próprio São Miguel - cita Santo Agostinho -, embora seja o príncipe de toda a corte celeste, o mais diligente em lhe prestar toda a espécie de homenagens e em fazer com que lhas tributem, aguarda, incessantemente, a honra de por Ela ser enviado em auxílio a alguns de seus servos.
A Terra inteira está repleta da sua glória, particularmente entre os cristãos, que a tomam por tutelar e protetora, em muitos reinos, províncias, dioceses e cidades. Quantas catedrais consagradas a Deus sob sua invocação!

Não há Igreja que não tenha um altar em sua honra, região ou cantão que não conte com suas imagens miraculosas, ante as quais qualquer espécie de mal é curado e se alcança toda sorte de graças e bens. Quantas confrarias e congregações em sua honra! Quantos institutos religiosos colocados sob o seu nome e proteção! Quantos confrades e irmãs daquelas confrarias, quantos religiosos e religiosas, daqueles institutos, publicam louvores e anunciam as suas misericórdias!

Não há uma criancinha que, balbuciando a Ave Maria, não a louve. Não há pecador, por mais empedernido que seja, que não tenha, ao menos, uma centelha de confiança nela. Não há demônio algum no inferno que, temendo-a, não a respeite.
Depois disso, forçoso é dizer com os santos: "De Maria nunquam satis...", isto é, Maria ainda não foi suficientemente louvada e exaltada, honrada, amada e servida. Ela merece, ainda, maior louvor, respeito, amor e serviço. (10)

Por isso, devemos dizer com o Espírito Santo: "Omnis gloria ejus Filiae Regis ab intus - Toda a glória da Filha do Rei lhe vem do interior." É como se toda a glória exterior que o Céu e a Terra lhe tributam à porfia, não fosse nada, em comparação com a que ela recebe interiormente do Criador! As pequenas criaturas desconhecem essa glória por não poderem penetrar no mais íntimo segredo do Rei. (11)

Devemos, então, exclamar com o Apóstolo: "Nec oculus vidit, nec auris audivit, nec in cor hominis ascendit". - Nem os olhos viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração do homem compreendeu as belezas, as grandezas e a excelência de Maria, o mais sublime milagre da graça, da natureza e da glória. Se quereis compreender a Mãe, diz Santo Euquério, procurai compreender o Filho. Ela é a digna Mãe de Deus: "Hic taceat omnis lingua. - Que, aqui, toda língua emudeça." (12)
Foi o meu coração que ditou o que acabo de escrever com particular alegria, a fim de mostrar como Maria Santíssima tem sido insuficientemente conhecida até agora e como esta é uma das razões por que Jesus Cristo não é conhecido como deve ser.

Se é certo que o conhecimento e o reino de Jesus Cristo se estabelecerão no mundo, não será mais que uma conseqüência necessária do conhecimento do reino da Santíssima Virgem Maria. Ela deu Jesus Cristo ao mundo a primeira vez, e há de fazê-lo resplandecer, igualmente, uma segunda vez.


São Louis-Marie Grignion de Montfort
Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem,

quarta-feira, 4 de maio de 2011

MAIO, MÊS DE MARIA.



“Neste mês de Maria,
Tão lindo mês de flores,
Queremos de Maria
Celebrar os louvores”

Assim cantavam as crianças, na sua pureza quase angelical, nas noites frias de maio, coroando a imagem da Virgem Maria, como a coroou seu Filho no Céu, na festa da Assunção.

Os tempos e os costumes mudaram e, com eles, também nós. Já não ouvimos ressoar aquela melodia, aquelas vozes e a coreografia que lembravam a corte celeste com seus anjos louvando e reverenciando a Mãe de Deus.

Passamos por um “desenvolvimento” científico e tecnológico em decorrência do qual as pessoas ficaram praticamente incapazes de acompanhar e, sobretudo, de analisar, contemplar e elevar as suas mentes ao desejo dos bens celestes.

A filosofia e a teologia se confundem no julgamento do que surge e que penetra profundamente em nossas vidas. Inquietos, questionadores e independentes buscamos, neste desenvolver natural da nossa condição humana, embora cheia de acidentes, encontrar satisfazer os desejos de felicidade.

Ora, a verdadeira e autêntica felicidade terrena só é possível ser alcançada se procurarmos, em primeiro lugar, que se realize já aqui na terra o Reino de Deus. Aí tudo o mais nos será dado, por acréscimo. E isto nos virá pelas mãos de Maria Santíssima, como é certo que, no mistério da redenção, quando o Pai Celeste quis dela o assentimento, o “sim”, pelo qual se tornou Co-Redentora –“Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim a tua vontade”, antecipando, em segundos, no tempo, o Filho de Deus que ao entrar no mundo disse: “eis que venho, ó Deus, para fazer a tua vontade.”

Fonte:Associação Devotos de Fatima.