segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Nela, se inicia o aperfeiçoamento da nossa natureza



No século VIII, Santo André de Creta, bispo, quando meditava sobre a festa da Natividade de Nossa Senhora, afirmava: "Era absolutamente necessário, ao esplendor e à evidência da vinda de Deus aos homens, uma introdução jubilosa, antecipando para nós o grande dom da salvação. Este é o sentido da solenidade de hoje, que tem início na natividade da Mãe de Deus, cuja conclusão perfeita é a predestinada união do Verbo com a carne. Agora a Virgem nasce, é alimentada com leite, plasmada e preparada como mãe para o Deus e Rei de todos os séculos."
Hoje, Adão oferece Maria a Deus, em nosso nome, como as primícias da nossa natureza, e estas primícias, que não desapareceram com o resto da massa, foram transformadas em pão para a refeição do gênero humano. Hoje, se descobre o vasto seio da virgindade, e a Igreja, como para as núpcias, se ornamenta com a pérola inviolada da verdadeira pureza.
Hoje, a humanidade, em todo o deslumbramento da nobreza imaculada de Maria, recebe o dom de sua primeira formação, saída das mãos divinas, e reencontra a antiga beleza...
Hoje, apareceu o brilho da púrpura divina, e a miserável natureza humana a ornamentou com a dignidade real.
Hoje, segundo a profecia, floresceu o cetro de Davi, o ramo sempre verde de Aarão, aquele que produziu Cristo, ramo da força, para nós.
Hoje, de Judá e de Davi nasceu uma jovem Virgem, levando a marca do reino e do sacerdócio d´Aquele que, segundo a ordem de Melquisedeque, recebeu o sacerdócio de Aarão... Para expressar tudo em poucas palavras: hoje, nela, o aperfeiçoamento de nossa natureza humana se inicia, e o mundo, envelhecido, submisso a uma transformação divina, recebe as primícias da segunda Criação.

Santo André de Creta (660-740)
Sermão sobre a Natividade de Maria

domingo, 30 de outubro de 2011

Oito resoluções para ser devoto da Santíssima Virgem



Se queremos ser abençoados da Santíssima Virgem, procedamos para com ela com a ternura de um filho para com sua Mãe.

1 – O filho gosta de saudar sua Mãe. Saudemos a Maria, rezando muitas vezes a saudação angélica.

A prática desta devoção consiste, primeiro, em rezar três Ave-Marias todos os dias, de manhã e à noite, em honra da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem, para ser preservado de todo o pecado, sobretudo do pecada de impureza; o segundo é rezar o Ângelus, de manhã, ao meio-dia e ao anoitecer; terceiro, em saudar a Maria por uma Ave-Maria cada vez que se ouve o relógio dar as horas; quarto, em repelir por uma Ave-Maria todas as tentações, que sobrevierem; esta oração põe em fuga o demônio; quinto, rezar o teço todos os dias. Este exercício agrada a Maria, principalmente quando é praticado em comum, na família!

2 – O filho tem prazer em visitar sua Mãe.

Também todos os servos de Maria têm o costume de visitar, freqüentemente e com muita piedade, as imagens e as igrejas consagradas à sua honra.

3 – O filho regozija-se em pronunciar o nome da sua Mãe.

O nome de Maria é para os seus servos fiéis, alegria para o coração, mel para a boca, melodia para o ouvido. Santa Brígida ouviu um dia o Senhor prometer à sua Mãe Santíssima que quem invocasse o seu nome, penetrado de confiança e com propósito de se emendar, receberia três graças especiais, a saber: 1) perfeito arrependimento dos pecados; b) meios para satisfazer a justiça divina, e c) força para chegar à perfeição. E, além disso, a glória do paraíso.

4 – O filho de coração bem formado não se envergonha da sua Mãe;

ufana-se de trazer sobre si a vestimenta dela. Ora, as vestimentas da Rainha do Céu são seus santos escapulários.

5 – Tal filho se compraz no costume de recordar os trabalhos que padeceu sua Mãe para lhe salvar a vida.

Jesus promete quatro graças especiais aos que invocam esta divina Mãe pelas suas dores: 1a) conceder-lhes-á fazerem, antes da morte, uma sincera penitência dos seus pecados; 2a) protegê-los-á nas suas tribulações, mormente na hora da morte; 3a) imprimirá neles a memória da sua Paixão, e lhe dará a recompensa no céu; 4a) com as suas próprias mãos os colocará nas de Maria, para que deles disponha ao seu bel-prazer e lhe alcance quantas graças quiser.

6 – O filho digno deste nome faz mais: escolhe certos dias para dar à sua Mãe provas mais notáveis do seu amor.

O digno filho de Maria escolherá, para mais lhe honrar, especialmente o sábado de cada semana, as sete festas anuais da Senhora, e o mês de maio.

7 – O filho ama as reuniões de família que se fazem em roda duma querida Mãe.

Tais são, para o devoto de Nossa Senhora, as congregações da Santa Virgem e as Associações de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Enfim, é da natureza imitar o filho à sua Mãe.

Pelo que, se amamos a Maria, devemos procurar imitá-la, por ser esta a mais gloriosa homenagem que lhe podemos oferecer.

(cf. Saint-Omer, O Filho de Maria)

sábado, 29 de outubro de 2011

Em Lourdes, Nossa Senhora nos pede amar a Imaculada Conceição, privilégio divino exclusivo que A põe por cima de todos



Quanto mais nós admiramos uma pessoa, mais nós devemos amá-la.

E quanto mais nós a amamos, mais nós devemos ser propensos a admirar as qualidades que Ela tem.

Por causa disso, nós veneramos Nossa Senhora como Mãe ao mesmo tempo sumamente amável e sumamente admirável.

Nossa Senhora aparece fazendo-se admirar pelo título que Ela proclama.

Ela disse a Santa Bernadette Soubirous: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Quer dizer, uma criatura que está numa condição inteiramente superior a todas as outras. Porque concebida sem pecado original e gozando de uma predileção toda especial de Deus.

De outro lado, Ela pratica milagres dos mais estupendos, numa continuidade e numa importância sem igual história da igreja. E isto é porque Ela quer. Então Ela se apresenta muito à nossa admiração.

Mas, de outro lado, Ela se apresenta ao nosso amor pela sua caridade, pela sua bondade, pelo interesse na nossa salvação eterna, e pela felicidade dos homens na vida terrena.

Há aí, portanto, esses dois qualificativos que se unem. Aquilo que um falso espírito seudo-democrático e pagão gostaria de separar.

E o princípio de autoridade, na sua mais alta expressão.

Os privilégios d’Ela na sua mais alta categoria e realização não afastam do amor, mas pelo contrário convidam ao amor.

A devoção a Nossa Senhora de Lourdes nos comunica este amor à hierarquia sublime, à desigualdade harmônica.

Ela nos dá indiretamente uma lição de anti-igualitarismo. Quer dizer, uma lição do oposto do mal que corre pelo mundo em forma de Revolução imoral que ataca a família e a sociedade.

(Fonte:Ass.Devotos de Fatima- Plinio Corrêa de Oliveira, 7/2/65, sem revisão do autor)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Celebrar a vida e não a morte



Reflexão sobre o Dia de Finados

Nos Finados, lembramos e agradecemos a Deus a vida de nossos ascendentes, aqueles que nos antecederam (pais, avós, parentes e amigos) e também dos nossos descendentes. Paramos um minuto. Acendemos uma vela. Proferimos uma oração. Vamos à missa nos cemitérios ou comunidades. Agradecemos a Deus essa cadeia da vida que nos tornou possíveis e viventes.

Não somos filhos do nada, nem começamos em nós mesmos. Os filhos do nada são sementes de caos. Somos sementes do Cosmos, do amor de Deus, transmitido por avós, pais e antepassados. Essa cadeia de gerações nos transmitiu vida e fé, como expressão da tradição católica, a transmissão pela Igreja das verdades da fé.

A luz, que nos iluminou através de pais, avós, parentes ou amigos, não se apagou com suas mortes. Acendemos velas para lembrar que essa luz segue nos iluminando, em nossos corações. Veneramos seus exemplos e imitamos sua fé (Hb 13,7). Enfeitamos as sepulturas com flores, símbolo da ressurreição.

Nossos mortos são plantados como sementes, regadas com nossas lágrimas, e florescem ressuscitados no jardim do Senhor.
Cada um de nós recebe de Deus dons especiais, como sementes do Reino.

urante a vida devemos cultivar esses dons, deixá-los florescer e perfumar os irmãos e irmãs. A Igreja católica é o jardim perfumado do Senhor. Ela não condena, mas ama e acolhe. Quem busca caminhar com Jesus na vida, estará com Ele na morte e eternidade. Nossa morte não é um fim. É nossa páscoa, nossa passagem para a casa do Pai.

Nada pode nos separar do amor de Cristo. Os mortos e os vivos participam da comunhão dos santos. Quem morre sai deste mundo, destas dimensões e entra na eternidade. Na eternidade não existe tempo, nem espaço. Deus vê sempre como presente nossa oração, passada ou futura. Por isso ainda oramos pela conversão do outro malfeitor ao lado de Jesus e por nossos entes queridos falecidos que morreram na esperança da ressurreição.

Nos Finados nós não rezamos aos mortos, mas pelos mortos. Na morte a vida não é tirada, mas transformada. Nossa vida é eterna.

Saudade sim, tristeza não!
Arquidiocese Militar do Brasil
Polícia Militar de Santa Catarina
Capelania Militar Cristo Rei

Nossa Senhora do Carmo

Textos de S. Josemaria por ocasião da festa de Nossa Senhora do Carmo

(Festa dia 16 de Julho)


Mãe! – Chama-a bem alto. – Ela, a tua Mãe Santa Maria escuta-te, vê-te em perigo talvez, e oferece-te, com a graça do seu Filho, o consolo do seu regaço, a ternura das suas carícias. E encontrar-te-ás reconfortado para a nova luta.
Caminho, 516

Traz sobre o peito o santo escapulário do Carmo. – Poucas devoções (há muitas e muito boas devoções marianas) estão tão arreigadas entre os fiéis, e têm tantas bênçãos dos Pontífices. – Além disso, é tão maternal esse privilégio sabatino!
Caminho, 500


Não estás só. – Aceita com alegria a tribulação. – É verdade, pobre menino, que não sentes na tua mão a mão de tua Mãe. – Mas... não tens visto as mães da terra, de braços estendidos, seguir os seus pequenos, quando se aventuram, receosos, a dar os primeiros passos sem a ajuda de ninguém? – Não estás só: Maria está ao pé de ti.
Caminho, 900

Permite-me um conselho, para que o ponhas diariamente em prática. Quando o coração te fizer notar as suas baixas tendências, reza devagar à Virgem Imaculada: «Olha-me com compaixão, não me deixes, minha Mãe!» E aconselha-o a outros.
Sulco, 849


A nossa Mãe é modelo de correspondência à graça e, ao contemplarmos a sua vida, o Senhor dar-nos-á luz para que saibamos divinizar a nossa existência vulgar. Durante o ano, quando celebramos as festas marianas, e cada dia em várias ocasiões, nós, os cristãos, pensamos muitas vezes na Virgem. Se aproveitamos esses instantes, imaginando como se comportaria a nossa Mãe nas tarefas que temos de realizar, iremos aprendendo a pouco e pouco, até que acabaremos por nos parecermos com Ela, como os filhos se parecem com a sua mãe.

Imitar, em primeiro lugar, o seu amor. A caridade não se limita a sentimentos: há-de estar presente nas palavras e, sobretudo, nas obras. A Virgem não só disse fiat, mas também cumpriu essa decisão firme e irrevogável a todo o momento. Assim, também nós, quando o amor de Deus nos ferir e soubermos o que Ele quer, devemos comprometer-nos a ser fiéis, leais, mas a sê-lo efectivamente. Porque nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus, esse entrará no reino dos Céus.

Temos de imitar a sua natural e sobrenatural elegância. Ela é uma criatura privilegiada na História da Salvação, porque em Maria o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Foi testemunha delicada, que soube passar inadvertida; não foi amiga de receber louvores, pois não ambicionou a sua própria glória. Maria assiste aos mistérios da infância de seu Filho, mistérios, se assim se pode dizer, cheios de normalidade; mas à hora dos grandes milagres e das aclamações das massas desaparece. Em Jerusalém, quando Cristo – montado sobre um jumentinho – é vitoriado como Rei, não está Maria. Mas reaparece junto da Cruz, quando todos fogem. Este modo de se comportar tem o sabor, sem qualquer afectação, da grandeza, da profundidade, da santidade da sua alma!

Procuremos aprender, seguindo também o seu exemplo de obediência a Deus, numa delicada combinação de submissão e de fidalguia. Em Maria, nada existe da atitude das virgens néscias, que obedecem, sim, mas como insensatas. Nossa Senhora ouve com atenção o que Deus quer, pondera aquilo que não entende, pergunta o que não sabe. Imediatamente a seguir, entrega-se sem reservas ao cumprimento da vontade divina: eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Vossa palavra. Vedes esta maravilha? Santa Maria, mestra de toda a nossa conduta, ensina-nos agora que a obediência a Deus não é servilismo, não subjuga a consciência, pois move-nos interiormente a descobrirmos a liberdade dos filhos de Deus.
Cristo que passa, 173

Devoção à Divina Misericórdia



Divina Misericórdia

Entre os anos de 1931 a 1938 o próprio Jesus quis se revelar a uma humilde religiosa polonesa, Santa Faustina Kowalska, recordando-lhe – através de visões e alocuções – a centralidade do mistério do amor misericordioso de Deus para com o mundo e a humanidade, especialmente os pecadores, sofredores e agonizantes. Sublinhou também qual deve ser a resposta de cada ser humano a tão grande generosidade, a qual inclui algumas novas formas de culto e devoção.

Em linhas gerais podemos afirmar que toda a história da salvação está marcada pela revelação de um Deus que não pactua com o mal (o pecado, a soberba, a mentira, o ódio etc.), mas que vence o mal pelo bem, ou seja, com seu amor misericordioso para com o pecador. Assim, por exemplo: Êx 34,4-7 – Moisés descobre que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó é clemente e misericordioso; Sl 136 – o povo de Deus canta sem cessar a misericórdia do Senhor; Os 11,8 – os profetas recordam que o coração paterno de Deus se “contorce” pelos seus filhos; Eclo 18,13 – a verdadeira sabedoria nos faz descobrir que a misericórdia divina envolve todos os seres humanos.

Na plenitude dos tempos o Filho de Deus assume a natureza humana para nos salvar e santificar, manifestando de modo pleno e definitivo – pela sua vida e palavra – a divina misericórdia. Tudo isso estimula S. Paulo a ler toda a ação divina em nosso favor à luz da sua misericórdia (Tt 3,4-7). A tradição cristã posterior (S. Agostinho, Sto. Tomás de Aquino, Sta. Catarina de Sena, Sta. Terezinha do Menino Jesus etc.) constantemente haveria de atestar que a misericórdia é a manifestação mais excelente do amor divino, revelando de modo extraordinário o seu poder (cf. Sto. Tomás, Ad Eph. 2,4, lect. 2, nn. 85s).

Em nossos tempos se fazia necessário recordar ao mundo esta maravilhosa verdade. Catástrofes, conflitos, carestias têm deixado em nosso planeta um rastro terrível, quase sempre indelével. As aparições de Nosso Senhor a Santa Faustina ocorrem exatamente no momento em que se agravava a crise política, econômica, social e militar em diversas partes do mundo – haja visto que a queda da bolsa de valores de Nova Iorque se dera em 1929 (gerando uma queda vertiginosa no produto mundial), e que exatamente na década de 30 se deu a ascensão de Hitler ao poder alemão (1933) e o início da II Guerra Mundial em 1939 (menos de 1 ano após a morte de Santa Faustina).

A leitura das mensagens de Jesus a Santa Faustina registradas em seu Diário – e também em suas cartas – nos revelam uma certa inquietação da parte de Jesus. O culto e o apostolado da divina misericórdia querem, de algum modo, preparar a humanidade para o encontro definitivo com Cristo, e por isso Ele próprio afirma que está prolongando em nosso favor o “tempo da Misericórdia” (D. 1160). Noutra ocasião declara: “Antes de vir como justo Juiz, abro de par em par as portas da Minha misericórdia” (D. 1146; cf. 1728). Mais enfáticas são as seguintes declarações: “Minha filha, fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça” (D. 848); “Estou dando à Humanidade a última tábua da salvação, isto é, o refúgio na Minha misericórdia” (D. 998; cf. 1228).

Entre os novos elementos de devoção e apostolado propostos por S. Faustina, a Festa e o Terço são vistos explicitamente como “última tábua de salvação” para a humanidade pecadora (D 965; 687), bem como uma nova comunidade religiosa feminina, cujas consagradas “prepararão o mundo para a última vinda de Cristo” (D 1155). Uma das descrições contidas no Diário faz eco ao sinal prometido por Jesus em Lc 22,30, que para muitos Padres da Igreja se refere à sua santa cruz:

“Escreve isto: Antes de vir como justo Juiz, venho como Rei da Misericórdia. Antes de vir o dia da justiça, nos céus será dado aos homens este sinal: Apagar-se-á toda a luz no céu e haverá uma grande escuridão sobre a Terra. Então aparecerá o sinal da Cruz no céu, e dos orifícios, onde foram pregadas as mãos e os pés do Salvador sairão grandes luzes, que, por algum tempo, iluminarão a Terra. Isto acontecerá pouco antes do último dia” (D. 83).

O tom profético-apocalíptico se encontra presente em diversas páginas dos escritos da santa polonesa, por vezes de modo surpreendente: “Prepararás o mundo para a Minha última Vinda” (D. 429); “Vossa vida deve ser semelhante à Minha: – é Maria Ssma. quem lhe fala – silenciosa e oculta, continuamente unida a Deus, em súplica pela humanidade e a preparar o mundo para a segunda vinda de Deus” (D. 625; cf. 635). O Diário alude também a um personagem misterioso que haveria de provir também das terras polonesas, tornando-se um farol para a humanidade: “Amo a Polônia de maneira especial e, se ela for obediente à Minha vontade, Eu a elevarei em poder e santidade. Dela sairá a centelha que preparará o mundo para a Minha Vinda derradeira” (D. 1732). Muitos consideram o Papa João Paulo II, grande promotor da mensagem da divina misericórdia, como aquele que cumpriu esta profecia.

Como Arcebispo de Cracóvia, o futuro papa introduziu a causa de canonização da Irmã Faustina. Com coragem a defendeu quando sua ortodoxia foi questionada, em grande parte devido à má tradução em italiano do seu Diário. Estimulou outrossim o Pe. Ignacy Rosycki, teólogo polonês, a preparar um estudo definitivo sobre os escritos e as virtudes heróicas da religiosa polonesa, que foi decisivo para que a Igreja a reconhecesse oficialmente como santa.

Como Papa, escreveu três importantes encíclicas que formam uma espécie de tríptico: O Redentor do homem – na qual destaca Jesus Cristo como o centro da história e do universo; Rico em misericórdia – o Filho de Deus feito homem nos revela definitivamente a misericórdia do Pai, única esperança de paz para o mundo; Senhor e doador da vida – o Espírito Santo é o único capaz de nos libertar do ateísmo prático (cf. Kosicki, George W., John Paul II: the Great Mercy Pope, Marian Press, Stockbridge-MA, 2001, p.22). “Não há nada que o ser humano necessite mais do que a Divina Misericórdia”, afirmou João Paulo II no Santuário da Divina Misericórdia em Lagiewniki, perto de Cracóvia, onde estão as relíquias de Santa Faustina (7/06/1997).

Este caráter de urgência que acompanha a mensagem da divina misericórdia foi expresso pelo Papa João Paulo II em outras ocasiões; assim, por exemplo, na Homilia durante a Missa da Beatificação da Irmã Faustina, no dia 18/04/1993, cujo n. 6 vale a pena reproduzir:

“O Faustyna, (...) Cristo te escolheu para recordar às pessoas o grande mistério da divina misericórdia. (...) este mistério se tornou verdadeiramente um grito profético dirigido ao mundo e à Europa. A tua mensagem da divina misericórdia nasceu praticamente quase na vigília do assustador cataclisma da segunda guerra mundial. (...) “Sinto claramente que a minha missão não termina com a morte, mas inicia...”, escreveu Irmã Faustina no seu Diário. E assim verdadeiramente aconteceu! A sua missão continua e está trazendo frutos surpreendentes. É verdadeiramente maravilhoso o modo pelo qual a sua devoção a Jesus Misericordioso avança no mundo contemporâneo e conquista tantos corações humanos! Isto é sem dúvida um sinal dos tempos – um sinal do nosso século XX. Um balanço deste século que declina apresenta, além das conquistas, que muitas vezes superaram aquelas das épocas precedentes, também uma profunda inquietação e medo a respeito do porvir. Onde, portanto, se não na divina misericórdia, o mundo pode encontrar o refúgio e a luz da esperança?”

Que a mensagem da divina misericórdia nos estimule a viver em constante, serena e ativa vigilância, esperando o grande dia do nosso encontro definitivo com Nosso Senhor! Com Santa Faustina, possamos sempre rezar: “...aguardemos com confiança, como Vossos filhos, a Vossa vinda última, dia que somente Vós conheceis” (D 1570).

Curitiba, 10.9.2009.
Fonte :Divina Misericordia.org

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS




O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.

É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos". O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação
Fonte: http://www.arquidiocese-sp.org.br

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Dia de Nossa Senhora do Rosario


FRASES SOBRE O ROSÁRIO

As mais belas afirmações de João Paulo II e dos Santos sobre o Rosário

1. AS FRASES "mais belas" da Carta Apostólica "O Rosário da Virgem Maria", do Papa João Paulo II:

- O Rosário é uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade.

- Mediante o Rosário , o povo cristão aprende com Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo, e a experimentar a profundidade do seu amor (n. 1 b

- Através do Rosário, o crente alcança abundantes graças, como se as recebesse das próprias mãos da Mãe do Redentor (n. 1 b).

- Desde a minha juventude, o Rosário teve um lugar importante na minha vida espiritual (n. 2 b).

- Com efeito, recitar o Rosário nada mais é senão contemplar com Maria o rosto de Cristo (n. 3 a).

- Proclamo, portanto, o ano que vai de Outubro de 2002 a Outubro de 2003, "Ano do Rosário" (n. 3 a).

-O Rosário, quando descoberto no seu pleno significado, conduz ao âmago da vida cristã, oferecendo uma ordinária e fecunda oportunidade espiritual e pedagógica para a contemplação pessoal (do rosto de risto), a formação do Povo de Deus e a nova evangelização (n. 3 b).

- A prática do Rosário é um meio muito válido para favorecer entre os fiéis a exigência de contemplação do mistério cristão. O Rosário situa-se na melhor e mais garantida tradição da contemplação cristã (n. 5 a, b).

- O Rosário foi, por diversas vezes, proposto pelos meus Predecessores e mesmo por mim como oração pela paz. Portanto, não se pode recitar o Rosário sem sentir-se chamado a um preciso compromisso de serviço à paz, especialmente na terra de Jesus, tão atormentada ainda, e tão querida ao coração cristão

- Seria impossível citar a multidão, sem conta, de Santos que encontraram no Rosário um autêntico caminho de santificação (n. 8).

- Quando recita o Rosário, a comunidade cristã sintoniza-se com a lembrança e com o olhar de Maria. A contemplação de Maria é, antes de mais, um recordar os acontecimentos salvíficos, que culminam no próprio Cristo, ICONE da contemplação cristã. Maria vive com os olhos fixos em Cristo e nos seus acontecimentos, que constituíram, de certo modo, o "Rosário" que Ela mesma recitou constantemente nos dias da sua vida terrena (nn. 11 e 13).

- Nunca como no Rosário o caminho de Cristo e o de Maria aparecem unidos tão profundamente. Maria só vive em Cristo e em função de Cristo! (n. 15 d).

- O Rosário é ao mesmo tempo meditação e súplica. A imploração insistente da Mãe de Deus apoia-se na

confiança de que a sua materna intercessão tudo pode no coração do Filho. Ela é "omnipotente por graça". No Rosário, Maria, santuário do Espírito Santo (cf. Lc 1, 35), ao ser suplicada por nós, apresenta-se em nosso favor diante do Pai que a cumulou de graça, e diante do Filho nascido do seu seio, pedindo connosco e por nós (n. 16 c).

- O Rosário é também um itinerário de anúncio e aprofundamento. É uma apresentação orante e contem- plativa, que visa plasmar o cristão(ã) segundo o coração de Cristo (n. 17).

- O Rosário é uma das modalidades tradicionais da oração cristã aplicada ? contemplação do rosto de Cristo (n. 18 b).

- Para que o Rosário possa considerar-se mais plenamente "Compêndio do Evangelho", é conveniente ue, depois de recordar a encarnação e a vida oculta de Cristo (mistérios da alegria), e antes de se deter nos sofrimentos da paixão (mistérios da dor), e no triunfo da ressurreição (mistérios da glória), a meditação se concentre também sobre alguns momentos particularmente significativos da vida pública (mistérios da luz) (n. 19 c).

- O Rosário promove "o amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento" (cf. Ef 3, 19), oferecendo o "segredo" para se abrir mais facilmente a um conhecimento profundo e empenhado de Cristo. Digamos que é o caminho de Maria. É o caminho do exemplo da Virgem de Nazaré, mulher de fé, de silêncio e de escuta (n. 24 b).

- Quem contempla a Cristo, percorrendo as etapas da sua vida, não pode deixar de aprender d'Ele a verdade sobre o homem. "Na realidade, o mistério do homem só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente" (GS 22). O Rosário ajuda a abrir-se a esta luz. Seguindo o caminho de Cristo - no qual o caminho do homem é "recapitulado -, manifestado e redimido, o crente põe-se diante da imagem do homem verdadeiro (n. 25 b).



- Contemplando - no Rosário - a Cristo e sua Mãe na glória, vê a meta para a qual cada um de nós é chamado, se se deixa curar e transfigurar pelo Espírito Santo. Pode dizer-se, portanto, que cada mistério do Rosário, bem meditado, ilumina o mistério do homem (n. 25 b).

- Meditar com o Rosário significa entregar os nossos cuidados aos corações misericordiosos de Cristo e da sua Mãe. Verdadeiramente o Rosário "marca o ritmo da vida humana", para harmonizá-la com o ritmo da vida divina, na gozosa comunhão da Santíssima Trindade, destino e aspiração da nossa existência (n. 25 c).

- O Rosário tem não só a simplicidade duma oração popular, mas também a profundidade teológica duma oração adaptada a quem sente a exigência duma contemplação mais intensa (n. 39 a).

- O Rosário é, por natureza, uma oração orientada para a paz, precisamente porque consiste na contemplação de Cristo, Príncipe da paz e "nossa paz" (Ef 2, 14). O Rosário exerce uma acção pacificadora sobre quem o reza, predispondo-o a receber e experimentar no mais fundo de si mesmo e a espalhar ao seu redor aquela paz verdadeira que é um dom especial do Ressuscitado (cf. Jo 14, 27; 20, 21) (n. 40 b).

- O Rosário foi desde sempre também oração da família e pela família. Outrora, esta devoção era particularmente amada pelas famílias cristãs e favorecia certamente a sua união. A família que reza unida, permanece unida (n. 41 a, c).

- Rezar o Rosário pelos filhos e, mais ainda, com os filhos, educando-os desde tenra idade para este momento diário de "paragem orante" da família é uma ajuda espiritual que não se deve subestimar (n. 42 b).

- Uma oração tão fácil e ao mesmo tempo tão rica merece verdadeiramente ser descoberta de novo pela comunidade cristã, sobretudo neste "Ano do Rosário" (n. 43 a).


2. FRASES DE ALGUNS SANTOS:

- O Rosário é a mais bela de todas as orações, a mais rica em graças e a que mais agrada ? Santíssima Virgem. Os erros modernos serão destruídos pelo Rosário (São Pio X).

- O Rosário contém todo o mérito da oração vocal e toda a virtude da oração mental (Sta. Rosa de Lima).

- No Rosário encontrei os atractivos mais doces, mais suaves, mais eficazes e mais poderosos para me unir a Deus (Sta. Teresa de Jesus).
- O Rosário é a homenagem mais agradável à Mãe de Deus (S. Afonso de Ligório).

- O Rosário incendiou os fiéis de amor, e deu-lhes nova vida (São Pio V).

- Felizes as pessoas que rezam bem o santo Rosário, porque Maria lhes obterá graças na vida, graças nahora da morte e glória no Céu. Nunca será considerado um bom cristão, quem não reza o Rosário (S. António Maria Claret).

- O Rosário é a melhor devoção do povo cristão (S. Francisco de Sales).

- O Rosário é a mais divina das devoções (S. Carlos Borromeu).



Além de tudo, isso é um pedido de Nossa Senhora nas aparições do mundo inteiro, Ela sempre pediu insistentemente paara rezar o rosário, por que sabe que estaremos protegidos ao recitá-lo diariamente. Quem ainda não teve coragem de começar, é URGENTE , o mundo está um caos, o jornal está virado em um filme de terror e para quem acompanha as profecias sabe que chegou a hora e que Deus assim como fez com Noé, está fazendo com os filhos da Luz , os Seus filhos , preparando.

Para conversão de nossas famílias não adianta desespero, apenas REZAR , REZAR por eles, O PAI VAI FAZER O RESTO , é preciso fé , confiança e ESPERANÇA.